Adiós para os parceiros mais amados!
Nem eu acredito que eu ainda estou no post da Turquia! Confesso que estou muitíssimo atrasada na atualização do blog. Se eu disser que neste momento já estou na China, vcs não acreditam. Ainda me falta postar sobre Inglaterra, Alemanha e República Tcheca para chegar no meu destino atual! Perdoem-me a demora das postagens, mas realmente ta difícil ser mais agilizada, tenho parado muito pouco tempo em frente ao computador. O tempo passa rápido demais e eu quero aproveitar cada minuto deste sonho de viagem e acabo prejudicando a instantaneidade do blog. Parece simples escrever um pequeno texto sobre cada país, mas é bem mais difícil do que parece! Fazer um resumo dentre as várias percepções de um país e ainda selecionar 10 a 15 fotos dentro de um portfólio de mais 12 mil fotos não é brincadeira. (Sim gente, eu exagero nas fotos mesmo.)
Vamos ao que interessa neste momento que é a Turquia.
Sem dúvida, de todos os países que passei até agora, a Turquia foi a que conheci mais a fundo.
Foram 7 dias de roteiro passando por Istambul, Ankara, Capadócia, Pamukale, Ephesus, entre outras cidadezinhas. Ao todo, foram 5 dias de viagem, 4 noites e mais de 20 horas dentro de um ônibus andando pelo interior da Turquia. Foi um roteiro cansativo à beça, porém proveitoso demais.
Começamos o desbravamento turco por Istambul, uma cidade enorme e instigante que mistura o novo com o velho, o tradicional com o moderno, o old fashion com o cool. Uma metrópole que sabe ser cosmopolita e ao mesmo tempo exalar história por todos os poros. Realmente incrível. Istambul é tão cheia de misturas que consegue ter uma perninha na Europa e uma “pernona” na Ásia, quem marca a divisão é o famoso estreito de Bósforo. De toda a Turquia, apenas 4% do seu território está no continente europeu, todo o resto esta na parte asiática. A parte européia da Turquia é chamada de Trásia enquanto a parte asiática é chamada de Anatólia. Atualmente, Istambul atrai turistas pelo seu encanto, porém um dia, Istambul foi Constantinopla, cidade que foi mérito de muitas disputas durante séculos de história.
Atrações turísticas e culturais não faltam por aqui... Mesquita Azul, Santa Sofia, museus, praças, restaurantes e muito comércio típico. Depois de já ter passado por muitos museus e igrejas nesta viagem, o que mais me chamou a atenção em Istambul foi o Antigo Bazar, o maior mercado de barganha do mundo. Fazer uma visita nesse mercado de mais de 5 mil lojas é uma experiência inesquecível... cores, cheiros, chás e muita negociação. A impressão que dá é que os turcos estão mais interessados em conversar e negociar do que efetivamente vender. Cada loja que a gente passa, um comerciante nos convida para entrar em sua loja e tomar um chá de maçã. Você pode passar horas na “luijnha” do turco sem comprar nada, só batendo papo.
Importante dizer que as horas dentro do Bazar não seguem a cronologia natural do relógio da vida normal. Lá o tempo passa bem mais rápido... uma tarde inteira do mundo normal equivale a apenas 5 ou 6 negociações no tempo do Bazar. Para se conhecer a fundo este lugar mágico, é preciso bem mais do que umas poucas horas. Mas é preciso tomar cuidado com os comerciantes turcos... se a gente bobeia por um minuto acaba sendo trocada por umas dúzias de camelos. Eita povo com sangue no olho!
Durante todo o trajeto pelo interior da Turquia, fomos presenteados com um guia local que esbanjava conhecimento histórico do país, nos fez viajar no tempo fazendo um passeio pela história do homem e todos os conflitos e invasões que já se sucederam por essas terras míticas da Ásia.
Ankara foi a primeira cidade visitada depois de Istambul. Ao contrário do que muitos pensam, é Ankara a capital da Turquia. Nesta cidade está oficialmente a administração e o governo da Turquia, porém turisticamente não há muito que ver por aqui, a não ser o mausoléu de Mustafa Kemal Atatürk, político e militar turco responsável pela declaração da independência da Turquia em 1923. Mustafá foi um político muito querido pelo povo já que além da independência ele também foi responsável pela modernização da Turquia quando assumiu o governo, mudando costumes e regras que perduraram por mais de 6 séculos durante o império Otomano. Atualmente, a visita ao mausoléu de Mustafá Kemal Atatürk faz parte do protocolo de todos os presidentes que visitam a Turquia, nosso “digníssimo” Lula esteve por aqui esses tempos.
Partimos de Ankara para Capadócia... no meio do caminho ainda paramos para conhecer o maior lago salgado da Turquia (esqueci o nome do dito cujo agora), como estamos na época de estiagem, o lago está completamente seco e coberto de sal, uma paisagem branca interminável que se mistura com o horizonte. Capadócia é uma cidade com mais de 4 mil anos de história e dona de uma paisagem de tirar o fôlego, ainda mais vista de cima de um balão! Sim, eu repeti a experiência de voar de balão, foi completamente diferente do que vivi na África, porém não menos mágico e encantador. Aqui, o destaque do passeio de balão está para a panorâmica desta região vulcânica dominada por formações rochosas típicas. O céu povoado por centenas de balões que bailam pra cima e pra baixo com cores vibrantes e alegres conferem um encanto ainda maior ao passeio pelos ares. Outra experiência inesquecível na Capadócia foi conhecer uma das cidades subterrâneas que existe por lá. Quando eu falo cidade subterrânea, é cidade mesmo, com capacidade para mais de 3 mil pessoas! São 8 andares de cidade com corredores, quartos, cozinhas e até sistema de ventilação, tudo embaixo da terra. Essas cidades foram construídas há centenas de anos para proteger e refugiar a população desta região dos ataques dos povos que iam em direção a Constantinopla. Esse tesouro subterrâneo só foi encontrado há 50 anos, por isso ainda não se tem muita informação a respeito da data exata em que foram construídos.
Nosso comboio partiu para Pamukkale, outro destino que merece ser lembrado... a tradução de Pamukkale é castelo de algodão. Aqui o destaque também são as formações rochosas típicas, porém completamente diferentes da Capadócia. Há milhares de anos, um vulcão entrou em erupção nesta região e deu origem a um relevo de cálcio branco que realmente lembra um castelo de algodão por onde passam desfiladeiros de água morna. Uma terapia para a visão e também para o corpo.
O último destino da Turquia foi Ephesus, uma cidade fundada pelo filho de um dos reis de Atenas há 1000 anos a.C. e que teve o seu período áureo em 200 a.C.. Nesta época, Ephesus era considerada a capital da Ásia, em função de seu solo fértil e posição marítima estratégica. Além de todo o seu valor histórico, Ephesus foi também a cidade de última morada de Maria, mãe de Jesus. Tivemos a oportunidade de visitar a casa reconstruída onde Maria passou os seus últimos dias na terra. Supersticiosa ou não, é inegável a energia especial que esse lugar transcende. Não poderia deixar de aproveitar a oportunidade para agradecer ao Grande Pai pela realização deste sonho de viagem.
A Turquia foi o último destino que tive o privilégio de desfrutar da companhia de meus amados pais, a partir daqui, sigo com minha pequena sister para Inglaterra, Alemanha e República Tcheca.
Roland e Ana Maria, obrigada pela companhia, pelos momentos maravilhosos, pelas vivências únicas, pelos aprendizados e também, é claro, por todo o patrocínio na Europa! Sem vocês, a realização desta grande expedição jamais seria possível. Vocês são o grande motivo de minha alegria, de minha confiança e determinação em sempre seguir adiante.
Breve breve, mas muito em breve, tem mais sobre London, a cidade que quase não me deixou ir embora...